domingo, 10 de abril de 2011

BRITANNIC - O IRMÃO DO TITANIC

Na reta final do século IX, um grupo de homens visionários decidiu criar uma empresa de navegação visando, além da encomenda de mercadorias, o grande contingente de imigrantes que queriam tentar a sorte no novo mundo.  A empresa passou a se chamar White Star Line que, então no início do século XX, abriu um mercado que ainda era insuficiente no tocante a transportes marítimos.

Foi assim, resumidamente, que aconteceu a construção dos chamados “titãs dos mares”, navios que uniriam luxo e magnitude com a finalidade principal de transporte de pessoas. A sorte era lançada para o Olimpic, Brittannic e Titanic.
Ao longo desta semana, dissecarei a história do mais famoso deles, que só não foi maior que sua própria tragédia, o Titanic. Mas, enquanto esses dias não chegam, dou uma palhinha sobre os outros dois “manos”. Devo destacar que sobre o Olimpic não há muito a ser falado. Foi um navio que cumpriu a sua função de transporte tendo sido desconstituído com falência da White Star em 1934.
O grande destaque será dado ao Britannic, oficialmente chamado de Gigantic e maior navio civil da Inglaterra na época. O Britannic foi um transatlântico de grande porte que foi muito utilizado na primeira guerra mundial como navio-hospital, tendo sofrido um destino parecido com o do irmão mais velho: um inapelável mergulho no mar em 1916.
Nem tudo foi igual obviamente. Enquanto o Titanic bateu no meio do atlântico, em um iceberg proveniente da Groelândia, o Britannic naufragou nos mares da Grécia e a uma profundidade muito mais digna a condição do homem (106 metros). O Titanic, de outra via, está naufragado a uma profundidade de 4 mil metros, local onde só se pode chegar por intermédio de robôs submarinos, em virtude da mortífera pressão do mar.
Curioso a White Star ter sofrido desse destino. A propaganda da época foi maior que a sorte de seus navios. Após lançados, a partir de 1910, seus dois maiores transatlânticos naufragaram em 1912 e 1916, tendo sobrado apenas o Olimpic para contar história.
Ah sim, talvez não tenha ficado claro o motivo da queda do Britanic. Pois bem, façam suas próprias avaliações pelas fotos do gigante adormecido.
                                       "Pomposo e belo"

E o gigante do jeito que está hoje. Não parece uma maquete?
Uma mina marítima postada por um submarino alemão detonou sua proa, tendo afundado um pouco mais de 50 minutos depois do impacto. Em tempos de guerra, era de se esperar que naufrágios desse tipo acontecessem, ainda mais com navios não militarizados. A história do Brittannic sempre foi assolada pela do irmão, mas também por seu desfecho não ter sido tão trágico. O navio, no momento da explosão, suportava 1066 pessoas, das quais 30 morreram, mas não pela água, e sim pelo fogo da mina. Inclusive, o capitão Charles A. Bartlettt sobreviveu, tendo sido resgatado na água, salvando-se de um agonizante fim.
Era isso, amanhã um pouquinho sobre o palco de amor entre Rose e Jack! Até mais.

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