segunda-feira, 16 de maio de 2011

A GAROTA DO CABELO AMARELO

A garota caminha através do pórtico de entrada da PUCRS, provavelmente uma estudante. Sua bolsa estilosa faz um certo peso nos ombros, mas isso não tira sua compostura. Uma calça jeans apertada fazendo o traseiro brigar contra a gravidade e demarcando os contornos de uma calcinha atulhada como se a vida da mulher dependesse disso. Deve ter feito para chamar atenção. Sim, provavelmente para chamar  a atenção. Seus tamancos fazem balançar o chão a cada pisada. Mesmo a distância, pequenos tremores são sentidos, daqueles que deixam a vizinha de baixo p.... da vida. Mas não eram os tamancos aonde os marmanjos observavam. Aliás... alguns ficavam hipnotizados, pareciam não perceber uma pequena babinha escorrendo pelo beiço. Esse é o poder da beleza de uma mulher: contorna maremotos de olhares, overdoses de admiração. A garota freia o passo por alguns instantes, o celular tocando. Antes, ajeita sua baby look grudada no corpo escancarando duas bolotas de silicone. Pega o celular, dá um sorriso, ajeita o cabelo, exala mais sensualidade. Um cabelo lindo, loiro, quase amarelo é remexido para trás dos ombros enquanto que a outra mão se encarregava de segurar o aparelho. Mais alguns segundos e a ligação parece ter terminado. Abre novamente sua bolsa, enfia o objeto lá dentro e aí, meu amigo, aí o mundo cai.

Lembram dos tamancos? Pois é, a garota não contava com as irregularidades do terreno, às vezes por erosão, às vezes por desleixo da faculdade. Em um daqueles buracos clássicos, perfeitos para uma torsão de pé que posteriormente geraria suspensão do contrato de trabalho, a garota vai ao chão. Fica de joelhos, mas o sangue não se direciona para lá, e sim para as bochechas, coradas de vergonha. Tinha respeitado todo o protocolo até então, mas aquilo era humilhante. Para piorar a situação, o jeans rasgou e filetes de sangue começaram a sair. Ela ignora aquilo e sai em passo acelerado como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. Ela pensaria naquilo pelas próximas horas. E os garotos que a olhavam? Suas faces estagnadas deram lugar a risos irônicos. Depois daquela cena tosca, a bela deve ter virado fera.

Moral da história: sei lá, não pensei nisso. Apenas uma cena que vi na PUCRS certa vez. Mulherada, cuidado com o tamanco? Beleza não é tudo? Dê um soco se alguém rir de você?

MAKE YOUR CHOICE!

Um comentário:

luz disse...

É , não é só na PUC não que tem essas peruas. Eu chamo assim. Não é por inveja não, eu sou mais eu. Jamais seria um tipo assim , tão chamativo . Acho que até os meninos teriam medo de chegar nela...sei lá. Quem sabe ela não "morde" também? Cada gesto delas é meticulosamente calculado...só que esta aí...se deu mal. E tenho dito.