quarta-feira, 11 de maio de 2011

A GRADE. A FRONTEIRA DIGITAL

"EU TENTEI IMAGINAR COMO AS INFORMAÇÕES SE MOVERIAM SIMULTANEAMENTE POR UM COMPUTADOR.
COM O QUE ELAS SE PARECERIAM?
NAVES? MOTOS? SERIAM OS CIRCUITOS ESTRADAS?
EU PENSEI EM UM MUNDO QUE ACHEI QUE JAMAIS VERIA.
E ENTÃO, UM DIA, EU ENTREI."


Eu, há algumas semanas, assisti Tron, o legado, da Walt Disney Pictures. Um filme que talvez deixe a desejar no tocante ao roteiro, mas certamente possui um universo muito inteligente. Após o fim da película pensei: "cópia de Matrix", até que descobri ser Tron a continuação de um filme dos anos 80, também estrelado pelo ator oscarizável Jeff Bridges, o que reverteu meu preconceito.

Você pode não estar entendendo nada do que está acontecendo, pois eu lhe explico. Nos últimos anos tomou proporções inimagináveis a era digital. De pequenos games criados em resoluções baixíssimas partimos para uma realidade virtual sem precedentes: A GRADE. Eu tentei imaginar um mundo que eu jamais veria, mas entrei. No contexto atual somos produto de uma sociedade altamente digitalizada a qual, por vezes, as próprias máquinas substituem com primazia a função do homem. Estamos entrando em um estado de dependência onde um dia não seremos protagonistas de nossa história, mas sim agentes passivos da realidade virtual que nos encontramos. Mas do que diabos estou falando? Será que enlouqueci? Jamais, estou apenas desmistificando o poder da internet em nossas vidas. Meu objetivo nisso tudo é demonstrar o que os computadores estão fazendo com a ordem, nos substituindo como seres humanos e, ao mesmo tempo, aumentando nosso alter ego sem que precisemos nos mexer. Mas como isso é possível? É possível, pois no meio virtual as pessoas são melhores. As pessoas são magras, lindas, engraçadas, sem falhas, mas a realidade grita para coibir essa mentira. A internet surgiu como uma grande revolução, mas com o passar dos anos nos tirou aquilo que nos torna mais fantásticos: a imprevisibilidade. O guardião silencioso da era digital promove o encontro anônimo, foto com foto, não olho no olho, e sinto informar, muita gente está sofrendo com isso. Pessoas falam sem dizer, escutam sem ouvir. Refletimos uma tendência da substituição da cara limpa por outra manifestada no ciberespaço, mais complexa, infalível. Por mais incrível que possa parecer, o legado dos dados é promover a perfeição contra o fracasso dos erros. E o problema da perfeição é o estigma de todo o ser humano: a busca por ela é uma jornada sem fim, ao passo que não a vemos bem diante de nossos olhos. Somos perfeitos pois erramos, carne, osso, mundo real. Morte e vida, a Grade jamais perecerá, não agora, e nem o espelho corretor que lançamos nela. A odisséia virtual apenas começou...


Obs: apenas uma constatação construtiva e uma crítica saudável a era contemporânea. O meio digital é importantíssimo no estilo de vida atual, nos trouxe um desenvolvimento jamais visto, porém o fundamental reside em equacionar a GRADE e verificar que ali fora está o mundo real. Muitas pessoas ao redor do planeta não se deram conta disso ainda.

3 comentários:

Juliana Borges de Almeida disse...

Como sempre, está de parabéns Gabriel... sou uma seguidora assídua....abraços

Anônimo disse...

Muito bom cara essa ea realidade que ninguem consegue assumir!
parabens baita kuka em kara!!

Anônimo disse...

Vc sabe bem como comentar um filme

TRON: O legado

O melhor filme que ja vi ate hoje

Entao ouvir uma critica como essa é uma honra

parabens!!