quarta-feira, 8 de junho de 2011

A ESPADA NA ROCHA

Da idade das trevas até os tempos contemporâneos. O homem divide sua história de modo a estabelecer marcos ou, simplesmente, deflagrar para a posterioridade os seus erros. Nascemos, crescemos e às vezes não há sentido, uma conspiração de detalhes que nos transformam em quem somos. Isto se denota em nossas origens. Europeus, índios, africanos, entre outras modalidades de povos, fizeram a transição do mundo até encontrarmos, nos tempos atuais, uma uniformidade e gradativa redução das diferenças. Feitas essas considerações, hoje voltaremos a Idade Média.

Galgano acorda em Chiusdino, atual província de Siena, na Itália. Um cavaleiro nobre, rico e arrogante, como todo o homem medieval era. Não se sabe sobre sua infância, mas como todo o garoto envolto em riqueza, provavelmente, muitos estudos e formação desde cedo no exército. Tal formação viria a se confirmar com sua entrada na cavalaria da região, defensora dos preceitos católicos. Seus pais? Guido e Dionísia, pessoas influentes e doutrinadoras, além de, é claro, serem dotados de um extremo conservadorismo.

Seu pai morre, o maior inspirador. Sua vida muda drasticamente começando pelo ataque de forças místicas. Em uma certa viagem, acredita-se que para seu casamento com uma pretendente da região, uma mensagem dos céus, particularmente de São Miguel, comandante dos exércitos de Deus. O anjo lhe trazia o convite de se unir às suas forças mediante duas realizações terrenas: a construção de uma igreja e uma távola onde todos os homens seriam iguais.

Galgano, fiel devoto, levou o sonho a sério, porém não sabia por onde começar. No retorno de sua viagem, eis que acontece algo intrigante. Seu cavalo estagnou em uma colina. Fez de tudo para que animal voltasse a sua tradicional locomoção, todavia de nada adiantou. Ele encarou aquilo como uma mensagem divina. Seria ali que ergueria sua igreja: Montesiepi.


Após o fim da construção, o cavaleiro notou que faltava um detalhe importantíssimo, que dá santidade a qualquer paróquia. O que ele fez? Pegou sua espada, companheira fiel, e cravou na rocha, de modo que o gume e a base formassem uma cruz. Seu legado? Excalibur.


Galgano viveria como um eremita pelo resto dos seus dias. Dizem histórias passadas ao longo das gerações que morreu junto de sua espada, como se esperasse um portal para sua entrada nos domínios de Deus, após o cumprimento de sua promessa. Posteriormente, seria beatificado pela Igreja Católica, sendo conhecido até hoje, como San Galgano Guidotti.

Meus comentários: seria muita pretensão minha afirmar com todas as letras que Galgano é o verdadeiro Rei Arthur. Haveria muitas inconsistências, tais quais a própria região onde supostamente a lenda se passa. O Rei Bretão teria governado a Inglaterra e territórios anexos, não a Itália. Alguns ainda afirmam que o santo seria a inspiração de Galahad, o mais puro dos cavaleiros da távola redonda. A lenda me chama a atenção pois sou um eterno pesquisador de minhas origens, de onde vim e para onde vou e, curiosamente, eu, Gabriel Guidotti, carrego o mesmo sobrenome do cavaleiro, mesmo sem qualquer prova de linha ascendente.

Você deve acreditar no que quiser, mas que é interessante pensar que a existência do primeiro rei inglês foi baseada em uma história real, ah isso é!

FUIIIIIIIIIIIII

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