segunda-feira, 6 de junho de 2011

EXPLORANDO O DESCONHECIDO

Um amigo me contatou. Queria conversar. Estava com dúvidas, não problemas, dúvidas. Disse que teve o sonho mais intenso da vida. Levantava-se da cama e via que seu corpo lá permanecia, sereno, como um boneco de porcelana esculpido em perfeitos detalhes. O que aconteceu? A alma é um elemento poderoso. Já li livros sobre ciências específicas que tentam provar o peso dela em nosso corpo. Teria sido apenas a alma a se levantar, desencarnando por instantes, presa por um cordão de ouro? ou um simples sonho? Provalmente a segunda, mas quem está analisando é um homem cético. O que não entendo, desdenho, e lamento ser assim: absoluto.

Se existe vida após a morte, eu só vou saber quando morrer, mas existe vida aonde a morte ocorre, e esta deve ser seguida. Fazemos diversas passagens ao longo da nossa jornada, mas admito, o que meu amigo me mostrou foi, no mínimo, interessante. Diferente de mim, ele não teve a sorte de ter uma mãe que o visse crescer. É injusto ver pessoas boas morrerem e ruins viverem. Quem faz essa seleção natural parece ter feito escolhas ruins. Se fomos feitos a imagem e semelhança Dele, provavelmente Ele deve também cometer muitas falhas. Falhas no sentido da existência. Alguns passam, fazem o bem, mas não deixam legados. Ninguém sabe que existiram. A satisfação pessoal será suficiente? Não sei, só sei que a religião, de fato, salva muitas vidas.

Incrédulo, acompanhei um sessão de médiuns, esperando notícias, informações ou o carinho que apenas os entes que já se foram podem dar. Na verdade, funciona mais como uma terapia, onde os vazios são preenchidos com palavras, providenciando um conforto o qual muitos não dispõem. Diversas pessoas vão para as casas espíritas achando que vão receber uma mensagem de texto: "E aí, filhão!!!!!", "Amigão, futebol no céu semana que vem, você foi convocado!". Tolas, não é bem assim. A doutrina resguarda o mínimo de frequência, pois se você acredita, deve acreditar intensamente.

E o resultado deste acontecimento? Será que conto? Vou lhe atribuir o benefício da dúvida. Espíritos existem? Vivemos para morrer ou morremos para viver? Eu continuo o mesmo, apenas um "cientista" que analisa o extrasensorial, mesmo sem acreditar. Meu amigo? Só ele pode falar por si. E você?

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5 comentários:

Anônimo disse...

Belas ponderações Gabriel. Você foi então a um Centro Espírita. Legal...sempre é uma experiência e tanto. Eu fui criada na Doutrina Católica , mas sem exageros. Minha mãe sempre foi uma pessoa a frente de seu tempo , moderna e com idéias bem firmes sobre qualquer assunto. Falo isso ,para justificar porque ela nunca impôs a mim que seguisse essa ,ou aquela Doutrina. Eu sou daquele grupo que você mencionou: nós vivemos para morrer. Não acredito em vida após a morte. O que eu acredito é no que fazemos aqui.Eu acho que é isso que fica,é isso que deixamos,o nosso legado que poderá ser bom ou ruim.Eu espero que o meu seja bom,pois me esforço para isso,a minha vida é ,e sempre será do lado do bem. Não temo a morte,afinal ,ela faz parte da vida,não é mesmo? O que eu temo é não deixar um bom legado para as pessoas que amo.Espero que elas lembrem de mim com carinho e amor.Luz.

Anônimo disse...

boa!!! ficou muito legal!!
Acredito sim em espíritos..

Anônimo disse...

Eu sou um pouco espírita...se é que posso me definir assim, ou seja, se é que existe isso..."um pouco espírita". É que tive sonhos com uma pessoa muito querida minha já falecida,que me auxiliou muito em uma ocasião em que eu precisava , juro gente,essa pessoa me ajudou mesmo e eu ,a ajudei também,pois em sonho ela me pediu que a ajudasse a resolver um problema de família que havia surgido ,depois de sua morte.Foi indescritível o acontecido. Ela me ajudou e eu a ajudei.Mas não quero me "desenvolver",como muitas pessoas me recomendam , gosto de viver esta realidade aqui onde estou,o meu mundinho que conheço. Tenho um pouco de medo do desconhecido,temo não retornar a realidade e quando se sai da realidade eu ( minha opinião ) acho que é muito perigoso.

Anônimo disse...

Acho triste a morte,no sentido da ausência física daquela pessoa , porisso acho que a filosofia espírita,ou religião,que me perdoem os espíritas se não sei dizer o termo correto , acho que esta filosofia preenche este vazio , dá o conforto que essas pessoas estão necessitando.Aliás,acho que é a única Religião que faz isso: é a que mais conforta.Paula.

zero disse...

Gostei, quero ouvir melhor essa história depois hein?

vidal, o bárbaro.