quarta-feira, 10 de agosto de 2011

MEU NOME NÃO É VIN DIESEL

Já tive meus ataques de fúria. Veloz estou me tornando agora. Saio da simples velocidade corporal e assumo o aprendizado da autoescola que me permitirá atingir quilometragem bem mais considerável. Tudo começou quando eu assistia ao filme "Velozes e Furiosos", estrelado por Paul Walker e Vin Diesel. Carros que só vemos em miniaturas de coleções pessoais ou nas praias de Jurerê internacional. Mas não é só isso. O pacote sobre rodas inclui muitas outras coisas bastante atrativas. Então eu pensei, correr e ganhar dinheiro, ver mulheres esfregando seus seios fartos no carro pedindo uma carona até o motel mais próximo e ganhar uma moral dizendo que, mesmo sem uma Ferrari, corro mais que um certo piloto brasileiro da Fórmula Um? "CA-RAM-BO-LA,  eu preciso disso!".

Brincadeiras à parte, o carro vira uma necessidade em um mundo automotor. Culpem Henry Ford por ter iniciado essa guerra de metal pelos mínimos espaços. Um automóvel reduz as distâncias e as vidas. Não era de se suspeitar que, no primeiro dia de aula, já nos dessem exemplos bastante trágicos sobre a imprudência no trânsito. Aprendi minha lição. Rachas? Apenas no videogame. Mulheres de seios fartos? Página central do Diário Gaúcho. Ser mais veloz do que o piloto brasileiro da fórmula Um? É só chamar minha avó de 84 anos com problemas na bacia.

Mas ao mesmo tempo em que inicio a autoescola, critico o DETRAN e seus derivados. Quase 500 novos emplacamentos por semana apenas em Porto Alegre. Minha cidade será em 10 anos, segundo estimativas, o que São Paulo é hoje; em 20, os automóveis ficarão parados no trânsito. Essa informação é notória e previsível para o pessoal que pega os horários de pico. Poderíamos copiar o sistema de Londres, na Inglaterra: transporte público de qualidade e pedágios caros dentro da cidade: as pessoas são convidadas a deixar o carro em casa. Desentope o trânsito e ajuda o ambiente.

Mas infelizmente não somos tão desenvolvidos assim. E lembrem-se: o mundo está cheio de pessoas, guardadas as altas proporções de veículos por cabeça. A sociedade sente e a imprudência faz sentir. Eu vou dirigir para minha necessidade, já sabendo das adversidades que aparecerão. Na pior das hipóteses, sempre existe o bom e velho ônibus!


FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Um comentário:

Anônimo disse...

LUZ DISSE: o problema , é que existe gente demais
em tudo que é lugar. Quando eu ando pelas ruas , eu vejo uma quantidade enorme de gente ,gente em idade de trabalho...Será que todos eles trabalham na rua? Tudo bem ,eu acho que existe muito trabalho onde é necessário que as pessoas se locomovam , mas "peraí"...é gente demais!Nos shoppings , nas lojas ,no hospital ,nos ônibus , nos lotações , dentro de seus carros ( e quanto carro!).Demaissssssssssssssssssss...........