quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A CONDESSA DRÁCULA

O estado mental de uma pessoa criada em um ambiente de controvérsia gera resultados estridentes. A insurgência contra a péssima criação pode vir em anos posteriores e com lapsos de maldade. Hoje, seguindo a campanha do blog para personalidades interessantes, porém pouco conhecidas, falaremos da condessa Drácula. Não, não era a esposa de Drácula, nem do vampiro de Bram Stocker, nem de Vlad, o empalador, ditador da Transilvânia. Os únicos fatos parecidos relativos ao nome são as atitudes de insanidade que beiravam ao satanismo.


Isabele Báthory nasceu em uma região da Hungria, porém atualmente pertencente a Eslováquia. Era filha de um plebeu cujo irmão viraria príncipe. Daí provinham seus títulos na corte. Desde pequena  sofria com ataques psicológicos através de comportamentos histéricos e ações antissociais. Pouco além irei através da biografia da personagem, evitando me estender demais. A parte bombástica vem agora.

Certa vez, já como condessa, era penteada por uma de suas criadas quando acidentalmente foi puxada pelos cabelos. Em um ato de fúria, Isabele virou-se e começou a espancar a serviçal a qual espirrou sangue pela abertura dos ferimentos. Este momento é emblemático. A condessa, ao limpar o esguicho, que acabou repousando em seu braço, pareceu notar que sua pele rejuvenescia. Ela acreditou piamente neste fenômeno psicológico e, segundo o que reza a lenda, começaram ali uma série de crimes hediondos. Isabele passou a levar prisioneiros para o interior do castelo onde os mesmos eram colocados em celas com trincos e pontas cortantes. De fora, soldados atiçavam o trancafiado com lanças o que gerava cortes profundos nas beiradas. Assim, o sangue caía diretamente na condessa, que ficava abaixo da grade deliciando-se do prazer mortal.

Como era de se esperar, foi uma análise falha provinda da loucura de uma mente doente. O sangue não a rejuvenesceu e ela acabou pagando por seus pecados na Terra. Em uma investigação liderada pelas autoridades húngaras por volta de 1600, a qual dizem as más línguas, buscava, inicialmente, confiscar os bens e a riqueza da família, foram encontradas provas cabais dos atos de tortura da condessa. Em seu quarto, fora descoberto um diário no qual a própria Isabele escrevera o nome de 650 vítimas que pereceram sob seus rituais.

A condessa sangrenta acabou presa e a pena se tornou perpétua. Passou o resto de seus dias dentro de uma cela com uma pequena passagem para ar e alimentos. Morreu aos 54 anos, três anos depois de seu julgamento, até sua morte ser consumada em 1614. A promessa de juventude eterna acabou jamais se confirmando.

Eu poderia falar muito mais, mas o texto ficaria maçante, longo e chato. Então, ficamos por aqui!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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