quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MÁSCARAS DA INDEPENDÊNCIA

Deixei para hoje a postagem do dia da independência. O mínimo que posso ter para com meu país, antes de bombardeá-lo de críticas, é não atiçá-lo no dia de seu nascimento. Hoje já me sinto liberado, então vamos lá.

Tudo fizeram para o povo, mas não pelo povo. Nos primórdios da independência existia a metrópole portuguesa e a colônia brasileira. Era uma relação tênue que ligava os dois pólos, baseado na exploração e centralização da riqueza nas mãos de pouquíssimos. Após 300 anos desse vai e vem, o falho sistema não poderia durar muito, pois brotavam da Europa os ideais de liberdade iluministas, que provaram ser possível um mundo de igualdade, onde todos teriam os mesmos direitos e deveres para com a lei. Nessa linha, os dois maiores fenômenos que exploraram o sentimento brasileiro de libertação da coroa portuguesa foram, sem dúvida, a Revolução Francesa e a guerra republicana nos Estados Unidos.

Com uma conjectura clamando pela liberdade e frente a uma coroa que planejava, cada vez mais, impor implacáveis restrições ao Brasil (para que não fosse à onda de seus vizinhos republicanos sul-americanos), Dom Pedro I, na condição de regente  do imperador de fato, Dom João VI, finalmente, declarou a independência.

Desfile militar pela pátria? Atos heroicos? Luta ferrenha por ideais? Pouco disso apareceu em nossa história. Dom Pedro I, com uma dor de barriga danada que o atormentava desde noite anterior, recebeu uma carta de João VI, onde o pai detalhava a nova política imperativa a ser adotada em nosso país. O filhote, evidentemente, não gostou nada do que leu. Então, com a força de um leão, pegou sua mula/égua/burro (não há certeza histórica sobre o animal utilizado), galgou algumas passadas até a beira do riacho Ipiranga EEEEEEEEEEE... falou independência ou morte para um seleto grupo de oficias. Não, segundo relatos, não houve grito. Posteriormente, desceu o monte, se assentou na vila que ficava nas proximidades e comunicou ao resto de sua armada que o Brasil tornara-se independente. Aí sim aconteceram alguns tiros de alegria e gritos de felicidade. O principal fato da divisão, na verdade, e simbolicamente falando, foi o rasgo da farda portuguesa nos uniformes, mostrando que aqueles soldados não mais serviam a coroa.

Lei da causalidade. Dali para frente justificam-se os diversos fenômenos que observamos nos dias atuais, com a diferença que, naquela época, os políticos ainda tinham sangue nobre. Os de hoje? Palhaços, ladrões, corruptos de carteirinha infestam o sistema parlamentar. Até quando? Ah, e aqui vai uma comparação entre quadro do pintor francês, Jean-Louis Ernest Meissonier, reproduzindo a liderança de Napoleão Bonaparte e a clássica imagem de Pedro Américo, o "Grito do Ipiranga". Parecidinho, não?



Quer saber mais? Leia os livros 1808 e 1822, de Laurentino Gomes.


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Um comentário:

Anônimo disse...

O que comentar sobre uma postagem que fala da "Independência" de nosso Brasil...Sempre tão maltratado pelos seus dirigentes...quer sejam( no início) reis, Imperadores,príncipes.Dom Pedro I e Dom Pedro II,tiveram um pouco de nacionalidade,fizeram alguma coisa por nosso país,pois eram brasileiros.Até posso exagerar e dizer que fizeram muito!Mas eu não levo a sério a História de meu país,pois ela é cheia de comédia, a começar pelo Dom Pedro I( que era um baita fanfarrão).Só posso dizer que essa comédia ainda continua,só que agora com gente "mais esperta",onde o lema é "levar vantagem".Sei que nosso país é muito rico...só pode ser,pois roubam...roubam dele( ou de nós!) e continua tendo dinheiro.Imaginem vocês se esse país fosse de primeiro mundo, onde não existisse o "impostômetro"...imaginaram? Poderíamos ser a Nação mais rica do mundo. SELENA LINHARES.