quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O ÚLTIMO SAMURAI

Jules Brunet nasceu na França em 1838. Cedo na vida, se inscreveu em uma escola militar politécnica se especializando em artilharia. Entre os anos de 1862 e 1867 fez parte da comitiva Napoleônica que visava sanar a guerra civil mexicana. Lá se destacou por bravura e recebeu a medalha de honra.



No início de 1867 chega a Yokohama, no Japão, em uma missão que tinha a mesma finalidade da anterior. Brunet fora convidado para o treinamento de jovens ao estilo ocidental e desenvolveu uma estima muito grande pela cultura e tradições japonesas, principalmente pelo estilo de vida puro e perfeccionista a todos os detalhes. Porém era um período de turbulências políticas e, em 1868, o imperador Meiji retoma o poder, pondo fim a quase 600 anos de domínio do Xogunato samurai. Mas o Xogun se recusa a submissão e inicia-se a guerra civil. O confronto resultante desta instabilidade, o "Boshin", reuniu apoiadores do império, que desejavam um Japão livre a aberto ao exterior, contra os que desejavam manter as antigas tradições através do isolacionismo.

As tropas imperiais japonesas chegam a Edo, grande pólo comercial do país, o que motivou o líder da missão francesa, León Rocches, a armar um plano de defesa. Mas os samurais recusam-se fazer parte da estratégia estrangeira e são massacrados em 29 de março de 1868. Edo é tomada, todavia alguns cidadãos, entre os estudantes de Brunet, se recusam a derrota. Na sequência, o nome da cidade é trocado para Tóquio e os franceses abdicam da missão, retornando ao país de origem. Todavia, Brunet e outros quatro oficiais decidem permanecer, organizando uma resistência e atacando clãs fiéis ao imperador. Sob o comando do francês, diversos territórios são conquistados e, ao norte do país, na localidade de Ezo, é proclamada uma república, inspirada no estilo americano.

Países europeus não reconhecem a república de Ezo, a única na história do Japão, e esperam o desfecho da guerra civil para tomar partidos. Os rebeldes aguardam a todo momento ataques imperiais. Conforme esperado, a invasão acontece. Brunet organiza uma insalubre resistência, mas ele e seus companheiros são finalmente derrotados em março de 1869. Com a queda da república, 800 homens ainda defendiam a cidade contra a força de 8000 mil imperiais bem armados com equipamento ocidental.

Foi o fim do poder xogun dos samurais. Iniciou-se, definitivamente, a era Meiji imperialista. Brunet recua a seus planos para o Japão e mesmo após grande resistência, retorna a França, onde é reconhecido por seus feitos heroicos.


Atualmente, o nome de Jules Brunet é esquecido pelos franceses, mas o povo japonês sempre se lembrará do estrangeiro que lutou, lado a lado, dos últimos samurais.

E aí, gostou? Muitos sucessos cinematográficos foram baseados em histórias igualmente grandiosas. Tom Cruise teve uma excelente biografia para inspirar seu personagem no filme de 2003. Para quem não assistiu "O último samurai", eu recomendo, baita filme.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII


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Um comentário:

Anônimo disse...

LUZ DISSE : baita história! eu assisti e também recomendo que vejam o filme "O Último Samurai",é muito bom e o Tom Cruise "está muito bonitinho".LUZ