quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PIADA SEM RISO

Tudo parece ser uma festa, uma incrível e enigmática brincadeira. É assim que programas de humor tem atestado seu procedimento em torno das risadas dos telespectadores. O que eles esqueceram, todavia, é que nem tudo é engraçado, nem tudo pode se tornar uma piada. A semana passada foi marcada pela transmissão ao vivo de um bueiro sendo aberto em plena televisão brasileira: a boca de Rafinha Bastos, apresentador do CQC. O homem é engraçado, não nego, mas não encontra limites para seu humor negro e, por vezes, irracional, o que acaba gerando polêmicas atrás de polêmicas.

A revista Veja dessa semana, apesar de suas quantidades enormes de páginas indicando propagandas dos mais variados tipos, estampa a reportagem sobre o apresentador: "O novo rei da baixaria". Está certa ela ou a espetacularização do ridículo provém de fenômenos anteriores? É muito difícil fazer humor espontâneo. Deve-se ter habilidade e não é qualquer um que se destaca na área. Já me elogiaram por minha ironia fina ao ponto da abertura de um sorriso. Não consigo fazer piadas escrachadas, não através de um texto pelo menos. O maior problema, na verdade, é não ser ofensivo sobre particularidades das pessoas. E aí entra o aspecto hipócrita da história. Duas semanas atrás Rafinha foi censurado por falar de Wanessa Camargo e seu filho, dizendo que "comeria os dois". Na última segunda feira, seu colega de programa, Marco Luque, fez uma infeliz piada sobre Dado Dolabella e sua latente capacidade de agredir mulheres. Mais gente deveria ser afastada, pois rir das fraquezas é um ato de extrema desonestidade para com o ser humano a quem se dirige. O CQC da Band começou tão bem, com um humor inteligente e, aos poucos, vai caindo no mesmo mar de babaquice que envolveu o Pânico na TV e Casseta Planeta, nos quais palavrões e piadas sexuais explícitas dominam a grade.

Fazer tv é complicado pela repetição. Nem tudo vira sucesso e a tendência visa ao cansaço do telespectador. O mais importante, para todos os veículos de informação, é o respeito, não ferir a honra das pessoas. Rir dos defeitos dos outros desonra a moralidade e quebra a credibilidade do programa. Se o Rafinha falou o que falou, sugiro uma análise mais completa para ver se não há outros falando o que não devem.

Digam o que quiserem nas conversas de bar, mas na tv o profissionalismo deve imperar. Pelo menos é o que acho, mesmo que alguns valores estejam absolutamente invertidos na atual circunstância de mundo.

ERA ISSO! PESSOAL DA MÍDIA, COPIEM O GATO GORDO QUE VOCÊS VÃO SE DAR BEM!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Um comentário:

Anônimo disse...

Atualmente , eu considero que não existam os chamados "programas de humor". Não quero ser retrógrada , mas para mim o único humor válido,é aquele humor puro,de personagens interessantes,quais são estes programas? Chico Anísio show , Viva o Gordo ( com Jô Soares),para mim ,foram os únicos programas de humor, bons mesmo.Eles deixaram saudades. Odeio esses oportunistas tipo o Rafinha Bastos, isso,para mim é "trash". Selena Linhares.