quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A DECADÊNCIA DO BOXE

Os seres humanos, desde tempos primitivos, apuram por entretenimento pessoas se digladiando em um campo de batalha. O esporte, é claro, foi evoluindo, pois se assim não fosse, veríamos verdadeiros gladiadores contemporâneos matando e sendo mortos. As regras endureceram e primam pela emoção, resguardando a segurança mínima dos atletas. Lendo sobre a morte de Joe Frazier, figura lendária do boxe, minha primeira pergunta foi: quem? Tendo seu auge nos 70 e considerando que sumiu da mídia após sua aposentadoria e, considerando ainda, que não sou um grande fã do esporte, creio que o pronome relativo justifica-se. Mas nunca é tarde para descobrir a história, pois ela sempre permanece viva e pode ser revista quantas vezes forem necessárias. Foi o que fiz e gostei do que vi.

Mohamed Ali era o Anderson Silva do boxe: um grande campeão. Não perdia para ninguém e humilhava seus adversários com uma técnica incrivelmente apurada. O lutador sabia de sua qualidade e pensou, seriamente, que jamais seria derrotado. Em 71, todavia, na chamada "luta do século", em extenuantes 15 assaltos, Ali foi ao chão com um cruzado de direita de Frazier. Esta seria a maior glória do falecido pugilista, pois viria a enfrentar o mesmo rival mais duas vezes, e perderia as duas. Resumidamente, foi o que aconteceu.

Iniciando uma comparação entre as duas modalidades de luta atuais, boxe e MMA, vejo que o primeiro entrou em uma decadência pura. Não se transmite mais boxe, falta técnica, alto nível e o mais importante: faltam ídolos. O fim do esporte jamais acontecerá, mas veio, em substituição, uma nova visão da luta onde um atleta pode se tornar mestre em diversas áreas de combate ao mesmo tempo. Será a mais justa, ela traz uma lição? Meu entendimento do pugilismo é um pouco atrelado a Rocky Balboa, um lutador limitado que se tornou um grande campeão por pura raça, aguentando rounds cansativos, recebendo pancadas e convivendo com elas, tornando-se cada vez mais forte. Muitos lutadores foram assim, inclusive o grande inspirador do personagem, Rocky Marciano, morto em um acidente de avião. Por que acabou? Muito antes do surgimento da luta livre já não havia mais interesse, me parece. Além dos argumentos anteriormente citados, será que as pessoas cansaram? A luta ficava monótona pelo tempo passando e nenhum adversário tomar a iniciativa? Não sei, só entendo que o boxe está morrendo. O novo sobrepõe o antigo, essa é a ordem natural. Quem sabe se, no futuro, não veremos robôs lutando entre si substituindo o trogloditismo?

ERA ISSO POR HOJE!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

2 comentários:

Anônimo disse...

MMA Rules!!!

Não adianta fugir da natureza humana.

O homem gosta de bater e assistir a viuolência.

Isso acontece desde os primórdios da Humanidade.

Os lutadores de MMA são extremamente preparados, e chance de ocorrer algum sinistro são consideravelmente menores do que numa luta de boxe.

Motivos: 1.duração: são meros 5 rounds em disputa por título e 3 em lutas convencionais; no boxe eram estafantes 15 rounds, onde nenhum dos lutadores se aguentrava ao final.
2. submissões: as lutas não acabam necessáriamente em knock out.

Era isso.

Gabriel disse...

De fato, concordo contigo em tudo que disseste. Só acho que falta no MMA aquilo que teve em abundância no boxe: raça. Lutadores quase se entregando a exaustão ao final dos assaltos, um soco podendo definir tudo.

Mas a luta livre é o presente e o futuro. Concordo que o boxe já passou. Ficam as lembranças dos grandes lutadores!

FUIIIIIIIIIIIIII