sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

TOP 5 2011

Um ano intenso, como todos os outros. Os acontecimentos se sucedem, essa é a ordem natural. Talvez a maior lembrança de 2011 resida na criação do Gato Gordo, mas sim, há algumas outras coisinhas que deverão constar. Veja a eleição do blog sobre os cinco maiores fatos decorrentes dos últimos 365 dias.

5) Morte de Amy Winehouse. O mundo perdeu uma estrela. Uma estrela se perdeu para as drogas. A música perdeu um talento. Lamentavelmente fica a idéia que "aqueles que morreram foram os melhores". Evidente que foram. Pereceram no auge, não tiveram fases ruins, de vacas magras. Assim, qualquer análise ficaria difícil. Kurt Cobain seria amado do que jeito que é se não tivesse acontecido sua morte trágica? Não sei, mas creio que não. Independente da fama fica a tristeza por uma jovem de vinte e sete anos que adentrou caminhos obscuros. Recebeu o que não desejava, mas o que merecia.

4) Tsunami no Japão: minha tese na faculdade, a qual dei um destaque especial há algumas semanas, trata bastante desse assunto. Tsunamis e terremotos começarão a ficar comuns. O mundo terá que, obrigatoriamente, absorver planos ambientais mais efetivos, se não quiser ver de perto sua própria extinção. O protocolo de Quioto foi renovado, já é um começo, mas ainda estamos longe de um fim. Como postei durante essa semana, 2012 está aí. Teriam os Maias acertado?

3) Morte de Steve Jobs. Tudo que tinha para falar, já falei aqui. Um gênio.

2) A queda das última ditaduras: os regimes ditatoriais são "tão século passado". Já saíram de moda, mas alguns deuses de faz de conta continuam doutrinando seus povos na base de ferro e fogo. A tendência é a queda de todos, pois não vão aguentar o maremoto de liberdade que se assentou de vez na mente das pessoas. Não há mais espaço para regimes absolutos; há, sim, para a liberdade, pura e intocada.

1) A constelação chamada Barcelona. Poderia deixar algum assunto mais marcante para a primeira colocação, mas decidi relembrar um fato alegre. Além disso, gosto muito de futebol. Vou dizer, daqui a cinquenta anos, que vi esse time jogar. Maravilha!


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O Gato Gordo aproveita para saudar todos que participaram, de uma forma ou outra, do blog neste ano de 2011. 2012 vêm aí e teremos muito mais pela frente. Um feliz Natal a todos, cheio de paz e um ano novo maravilhoso, repleto de realizações.Tirarei umas férias. Não há previsão de volta, mas provavelmente não demorarei muito. Escrever é uma arte viciante. Pretendo descansar nesta última semana do ano e aproveitar alguns dias de janeiro para, então, reiniciar com tudo!


Um abraço e obrigado a todos!!!!!!


FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...


... PARA O ANO QUE VEM!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

UM ANO PARA O FIM DO MUNDO

Fujam para as colinas. O fim do mundo está próximo e será, segundo interpretações, em 21 de dezembro de 2012. O que esperar dessa data? Teriam sido os Maias capazes de prever o que o homem moderno jamais conseguiu? O final? Muitas perguntas, nenhuma resposta. Isso está parecendo mais com aqueles padres que volta e meia aparecem dizendo que a hora do julgamento está chegando. Não sei o que pensar.

Vejam o que achei sobre o assunto dando uma pesquisada. Há todo um fundamento histórico ao qual não sou especialista, logo era melhor me socorrer de fontes externas:

"O Calendário Maia é dividido em ciclos de 5.125 anos e subdividido em 13 ciclos menores, chamado de BAKTUN. 1 Baktun equivale a 394 anos, ou seja: 144.000 dias. Para os Maias cada baktun é um ciclo de grande criação que interfere, alterna, modifica, o destino de todos que vivem nele. Essas inscrições maias aconteceram durante o Baktun 9 (435-830 D.C.) e foi no final dessa era que os grandes centros maias foram abandonados. Hoje estamos, conforme o calendário Maia, no décimo terceiro e último baktun (1618 D.C.-2012 D.C). O baktun que encerra o ciclo de 13 baktuns, no dia 21 de dezembro de 2012".

E a partir dessa data, iniciaria uma nova era cósmica, catastrófica. Um apocalipse ou um novo momento de compreensão? Minha maior pergunta, na verdade, é como um povo limitado pelo tempo conseguiu organizar um calendário tão extenso e atualizado como este. A precisão astronômica dos astros é cirúrgica trazendo, inclusive, a prerrogativa de ser mais atualizada que a nossa, de tantos anos depois. Profetizaram o que não veriam. Será que previram isso também? Estou me lembrando de algo que li em um livro certa vez, uns tais de deuses astronautas...

Foi difícil escrever essa postagem, pois não tenho opinião formada. Para mim vai continuar a mesma coisa. Os homens continuarão se matando, porém com o surgimento de novos motivos; o Corinthians vai continuar sem conquistar a Libertadores da América e o Gato Gordo continuará gordo. Vejam o vídeo abaixo e me digam alguma coisa!


FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

MAGOS DA BOLA

Ao conversar com as pessoas mais velhas bate o saudosismo de que o futebol atual não pode ser comparado ao de antigamente. No passado, os grandes jogadores desfilavam lances de pura habilidade e a marcação não era tão ríspida. Concordo plenamente. Eram outros tempos. O esporte não era tanta mídia (saca, Neymar?) e o dinheiro era pouco. Antes de 2006, quando meu Inter venceria o mundial, pensava que havia uma diferença continental muito grande, em termos de valores financeiros, para times sul-americanos conquistarem a competição. Nós convivemos com as limitações e improvisações; os europeus escolhem o jogador que quiserem e trazem sem maiores dificuldades. Fui consultar o histórico do torneio e vi que, com a vitória de hoje do Barça, o desequilíbrio é equilibrado: 26 vitórias para as metrópoles; 25 para as colônias. Ou seja, eu estava enganado.

É possível sim nossos campeões vencerem os estrangeiros do templo do futebol. Muitos times já mostraram isto, tais quais São Paulo e Inter, recentemente. Mas aqui tenho de colocar uma vírgula. É possível, mas não contra o Barcelona, não contra este Barcelona. Esse é um time que faz jus ao que os jogadores do passado faziam, compilando habilidade pura, um jogo vistoso e uma mecânica que desafia a física. Se reclamam dos altos salários, estes jogadores fazem valer cada centavo, pois em um mundo onde o futebol é feio, destruidor, o Barça achou uma forma de deixá-lo bonito, espetaculoso, uma ópera em sincronia perfeita, regida por um maestro que é a grande revelação entre os treinadores dos últimos trinta anos.

O Santos de Pelé perdeu hoje. Quem dera o rei estivesse em campo, pois mesmo com ele, o Peixe teria que suar sangue para conseguir vencer o Barça. Tudo vem como uma lição. Espero, agora, que a explosiva imprensa contenha seus comentários endeusando Neymar e Paulo Henrique Ganso. Bons jogadores? Sim. Craques? Falta muuuuuito. Atiçaram tanto a comparação entre Messi e Neymar que foi até constrangedor observar o brasileiro estagnado em campo vendo o argentino fazer sua magia. Mais do que a torcida, nossos veículos de comunicação devem se reeducar. Chega de mídia externa ao campo. Com quem tal jogador está saindo, onde foi, o que fez ou, simplesmente, que ele é o melhor do mundo, sem testes de fogo. Tudo isso não interessa, depreda o patrimônio humano futebolístico; deturpa. Se quisermos recuperar a hegemonia do esporte, muitas coisas devem mudar, a começar pela humildade!

Messi é um craque. O Brasil não tem nenhum jogador que atinja tal categoria na atualidade. Se focarmos no campo, com menos mídia desprezível, aí sim teremos uma chance! Volta, Brasil!

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Ah, o Gato Gordo não perder seu elemento humorístico. Não posso evitar de colocar este vídeo. Trata-se do lateral esquerdo Léo, do Santos, presente no jogo de hoje, falando, após o título da libertadores, sobre o Barcelona. Impossível não esboçar um largo sorriso! OHOHOHOHOHOHOOHOH



HOHOHOOHOHOHOHOHOHOOHOHOH

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DRÁCULA, O MORTO-VIVO

O jogo entre luz e trevas é um dos temas mais abordados entre os gêneros de romance e terror. Por diversas vezes os personagens encontram-se em uma encruzilhada extenuante para decidir o que fazer, seja certo ou seja por dentro dos abismos da escuridão. Drácula, de Bram Stoker, foi um dos primeiros livros a conseguir a manipulação quase que perfeita destes dois temas, chamando a atenção do expectador dentro de altas doses de adrenalina, salpicada em uma magnitude intensa de pensamentos (daquilo que é moralmente justo). Terminando-se o livro em uma semana, devorando-o, não seria incomum passar tempo igual digerindo-o, tamanha é carga interpretativa que a ficção encerra.


Mas hoje não estou aqui para falar de Bram, mas sim de seu sobrinho-bisneto, Dacre Stoker, que lançou, recentemente, a continuação do homônimo livro de 1888. Uma sequência bem recebida pelos fãs. Em um mundo onde a identidade dos vampiros está sob júdice, aparece uma continuação que resgata sua honra, tornando-os, uma vez mais, os mestres do terror, os senhores das trevas. Trata-se, na verdade, de uma retomada das origens do gênero, perdido entre histórias que mancharam sua dignidade, onde ocorreu a substituição da aura sangrenta por garotinhos de escolas, com maquiagens exageradas, e apaixonados por menininhas sem sal. A introspecção sobre os vampiros é una: sujaram sua imponência. Viraram motivo de piadas. Não mais.

O livro de Dacre Stoker se passa vinte e cinco anos após o original. Trata intensamente da repercussão que a história de 1888 garantiu aos personagens e como eles reagiram ao eletrizante embate contra o príncipe das trevas. Jonathan Harker, um dos heróis em questão, define os anos que sucederam:

“uma viagem aos Infernos, da qual nenhum deles regressou realmente.”

O principal elemento novo da trama, protagonista e fiel da balança ao longo do romance, é Quincey Arthur Jack Harker. O garoto, com os mesmos vinte e cinco anos passados, leva o nome de todos os heróis que lutaram a batalha final contra Drácula. "Com o nome, vem o legado". Melhor frase seria impossível de ser escrita sobre um personagem tão imaturo e intenso ao mesmo tempo. Um indivíduo cheio de dúvidas que nem imagina o conto de horror que precedeu seu nascimento. Em torno deste universo, o livro se sucede.

Muito mais do que uma ficção, Drácula traz a tona uma pergunta existencial. O que é o mal? Um questionamento plausível para respostas diferentes. No chocamos frente a duas versões: uma possível visão humana do rei dos vampiros, onde ele, na verdade, seria uma criatura não aceita, incompreendida, mas que deseja, ardentemente, recuperar sua humanidade perdida; a outra versão é mais simples, conhecida de todos. A noção do "diferente". O que foge a regra é a errado. Um demônio com boas intenções merece viver? Ou merece morrer pelos negativismos de ser um demônio? A carga que vem com o homem o define ou são seus princípios que julgam as diretrizes da obra? A corrente que prega isto, ao longo do livro, é a do grande estudioso dos vampiros, Abraham Van Helsing, principal rival de Drácula e fiel servidor de Deus. Van Helsing deixa claro que considera a maldição dos dentes caninos uma abominação a ser combatida.  Quem vence esse embate?

A narrativa é contagiante em terceira pessoa. Isto serve para dar uma amplitude maior aos personagens, em um jogo de cenas simultâneas. Os detalhes são tão meticulosos, por vezes sórdidos, onde somos capazes de gritar para o livro: "vai lá, herói, você consegue". A humanidade entre trevas é uma temática bonita. A questão das escolhas é revigorante, mesmo que sejam ruins, foram feitas e trazem resultados. Para a vitória final, sacrifícios são exigidos. E foram muitos ao longo das mais de quatrocentas páginas.

Apesar de tratar de criaturas das trevas, a história de Drácula é humana ao extremo. O novo livro foi uma homenagem a ficção de Bram Stoker, explorando detalhes não alcançados pelo primeiro. Por todos os pontos apresentados, "Drácula, o morto-vivo", é uma obra prima, revelando uma metáfora triste e apaixonante entre cinzas. Recomendo.

"Para todos os males, sangue é vida".

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Um novo quadro para o Gato Gordo. Irei desenvolver melhor a partir do ano que vem. Críticas literárias para o blog! Essa foi a primeira, mas pretendo me aperfeiçoar. Desculpem pelo texto grande, mas eles deverão ser assim.

BOM FINAL DE SEMANA!!!!!!!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

APRENDA A DANÇAR NA BALADA

Notem o bêbado caído no chão HOHOHOHOHOOHOHO


FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

[IMAGEM DO DIA] - IT BAZAR ESPECIAL DE NATAL

Vocês se lembram que já falei do It Bazar? Pois é, o evento está arrebatando multidões maiores do que Moisés ao atravessar o mar vermelho. O sucesso é tanto que acontecerá, no próximo final de semana, o maior de todos, com o dobro de lojas participantes. Vejam:



O Gato Gordo, evidentemente, estará lá para avaliar cuidadosamente os orgasmos consumistas. E você?

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

UMA MULHER QUE NÃO VALE NADA

Existem histórias que são contadas de boca em boca, geração para geração ou, atualmente, de rede social para rede social. Algumas são engraçadas, outras nos chocam. Acho que não estou acostumado com algumas coisas que acontecem no mundo. Devo ter sido moldado como um jovem do século passado: esperançoso e respeitoso relativamente a questões elevadas sobre relacionamentos. Coisinha complicada, não? Principalmente para as lêndeas de cabeçinha fraca que se deixam levar exclusivamente pelos impulsos.

O resumo da história é o seguinte: havia um homem e uma mulher. Um casal de namorados. Ficaram juntos durante alguns anos, um brincando com a peteca do outro e ganhando memoráveis momentos. Aí terminaram. A ex-namorada, então, foi procurar capim em outros pastos. Relinchou até encontrar um novo cavalo que a sustentasse. E ela era uma potranca de ancas largas: fazia sucesso. O novo cavalo tratava-se de um puro sangue cheio de posses, mas era chato, subia no pedestal da arrogância e não conseguia ser suficientemente viril. Aí a "cavala" decidiu voltar para o antigo cavalo, não tão rico, porém de boa prole. Ficaram, nesta segunda tentativa, duas semanas juntos. Foram duas semanas intensas. Tentaram produzir, aloucadamente, um herdeiro, mas falharam. O cavalo aproveitou bastante e, quando cansou, mandou a "cavala" pastar. Aí o que a "cavala" fez? Voltou para o ex novo cavalo. Tal puro sangue, ainda, vem declarando para Deus e o mundo que a ama de verdade e, a todo o momento, espalha mensagens apaixonadas pela internet. É de rir ou de chorar? Trata-se de um indivíduo de coração bom ou um banana imbecil que não consegue ler minimamente as pessoas? Creio que já respondi HOHOHOHOHOH.

Ou seja, uma mulher devassa. Isso é normal? Na verdade é bem normal sim, mas ainda existem as princesas que se salvam. Conseguem imaginar a cabeça dessa garota? Ela terminou com um, foi para o outro, voltou para o um e, sem que o novo saiba o que aconteceu nas semanas que estiveram separados, reatou o namoro. E ainda tem recebido imerecidas homenagens, dizendo que ela é a escolhida, a "única mulher que pode fazê-lo feliz". Será que não pesa a consciência? Acho que sobre cabeças fracas um tijolo vira uma pena. Não conseguem constatar a realidade. Vai levar essa história, continuar se enganando, até ferir as pessoas que estão a sua volta. E aí? Bem, aí terminará sozinha.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

GABARITO DO DITADO

O ditado de duas semanas atrás...


...deixou a cabeça de alguns em ebulição. Palavras corretas e coloquiais juntando-se e causando uma grande confusão (até rimou). Aqui vai o gabarito.

1) Friorento ou friolento? = FRIORENTO

2) Resvalar ou resbalar? = RESVALAR

3) Ciclano, Cicrano, Sicrano ou Siclano? = SICRANO (palavra que vem do árabe).

4) Exitação, Ezitação ou Hesitação? = HESITAÇÃO

5) Assensorista ou ascensorista? = ASCENSORISTA

6) Pretensioso ou pretencioso? PRETENSIOSO

7) Mussarela ou Muçarela? = MUÇARELA (palavras do italiano com ZZ - Mozzarella - contraem-se e viram Ç no português. Portanto o correto é muçarela).

Meu mundo caiu para algumas. E para vocês?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

PÁSSARO MENSAGEIRO

A gatinha acusava problemas já fazia algum tempo. Suas patas traseiras não representavam mais a mesma força e versatilidade de outrora. O prelúdio do fim, a morte ainda em vida. Um sofrimento deprimido sem a certeza do tempo o qual ainda poderia gastar seus últimos miaus. A dona sabia da situação, mas preferia pensar positivo. Essa era uma de suas características. Se chegasse a hora do animal de estimação, saberia que certas coisas são impossíveis de evitar. Doce mentira. Tentou de tudo, mas a gatinha se foi, partindo da vida para um lugar aonde as dores e as tristezas acabariam de vez.

A dona sempre fora uma mulher cética, comportamento herdado de sua mãe. Tudo acontece aqui e acaba aqui, não vai mais além. O erro encontra-se em ser absoluto, pois a vida pode nos surpreender. Certas vezes damos o braço a torcer a fenômenos que não sabemos explicar, mas que nos tocam. Coisas simples, que revelam detalhes de um sentimento vacilante, uma vontade mascarada de acreditar, mesmo que as crenças não se submetam ao que não é humanamente viável.

Naquela mesma caminha, onde a gatinha vivera por tantos anos, onde o sono fora mais pesado que morfina, onde a mesma girava em torno de seu eixo levantando a volumosa barriga para receber um confortável carinho; naquela mesma caminha, ela voltara. Não na forma comum, graciosa, bicuda, um pouco arisca para visitantes, não, mas dentro de um novo invólucro carnal, um pássaro sabiá. Um pássaro sabiá, das ruas, entrou na casa e pousou por longos minutos em um único lugar. Coincidência? Mesmo nas coincidências existem extensões de verdades ou estigmas de conforto.

A dona viu aquilo como uma pequena mensagem. No mesmo dia em que se fora, a gatinha voltara para dizer que ficasse bem, pois ela ficaria. Por instantes, pareceu ter encarnado em outra criatura, apenas para matar a saudade, apenas para dizer um "até outra hora". A emoção tomou conta, o ceticismo se foi, as dúvidas se foram. A despedida que jamais acontecera se consumou. Uma separação temporária, pois o elo jamais seria quebrado.

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Eu entendo como deve ser dolorosa a morte de um bichinho de estimação. Na verdade, deve ser como a perda de um membro da família. As pessoas se apegam a eles, depositam características suas. Mas a vida segue, não é o fim do mundo! Ficam as memoráveis lembranças, conduzindo-as sempre ao futuro. O importante não é saber como morreu, mas sim como viveu.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EU, EU MESMO E MINHA VAGABUNDA

Desde sábado, desci um degrau na escala financeira me tornando um rapaz latino americano pobre. Literalmente pobre. Comprei um carro. Os anos de doação de esperma valeram a pena. Meus filhos ilegítimos pela cidade me deram quatro rodas. Mentira, não doei nada. A última boa ação que fiz foi aceitar o troco em bala ao comprar um cd falsificado. Sim, os graduados em Direito também burlam a lei.


Já era hora. Não sei, mas com o carro sinto estar mais bonito. O espelho nunca mentiu para um descendente italiano de toscanos com um metro e noventa de altura, porém agora a situação está se amplificando, com olhadelas descaradas da mulherada. A propriedade de um acelerador evita o taxímetro correndo. É caro, não vale a pena. E sempre tem o motorista desgraçado que puxa aquela folhinha desgraçada e diz, desgraçadamente, que o valor, pelo prefixo, ficou maior. É o km mais sustentável do mundo. Um litro de gasolina vale mais que ouro.


Na verdade, não creio que tenha sido claro, acho que fui exagerado. A postagem da segunda estava, de fato, envolta em um pouco de mistério. Agora vocês podem entender claramente. A Corça, mítico e veloz animal, inspirador do bom e velho Corsa, veloz e, agora em minhas mãos, mítico carro.  Foi um momento que jamais esquecerei. Tudo partiu de um processo linear entre passar de primeira na Auto-escola e pensar (muito) a respeito de quais quatro rodas vestir.


Meus limites se foram. Ou melhor, há limites sim. No máximo Santa Catarina, pois não gosto de viajar por longas horas. A diferença entre eu e o lendário Hércules aparece um pouco sobre isso. Ele teve que caçar a Corça até os confins do mundo. Eu a persegui até tirá-la do mundo das ideias de Platão, onde também se encontrava um Ford Fiesta. E assim se sucedeu. Gosto de chamar meu carro de "minha vagabunda". Um apelido carinhoso, mas que não vai pegar. Provalmente colocarei outro. Que tal o Corsa das rodas de bronze? Ah, mas minhas rodas não são de bronze. Pensarei em algo, garanto a vocês.

Por enquanto eu, o Gato Gordo e "nossa vagabunda" dizemos:

FOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSS

Obs: Recomendo o livro citado na segunda feira. Um prato cheio para quem gosta de mitologia grega. Falando assim, parece chato, mas cada trabalho de Hércules é uma lição mascarada, uma fórmula de vida e um sentido de retidão pura! Aproveitem!

[IMAGEM DO DIA] - RUBINHO X SCHUMACHER

GP de Fórmula Um.


FOI!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A CORÇA DOS PÉS DE BRONZE

Segundo o livro "As mitologias roubadas. Os 12 trabalhos", de Giancarlo C. Borges:

"A Corça vivia no Monte Cerineu, entre a Arcádia e a Argólida. Pertencia à deusa Ártemis, ou Diana, a quem fora consagrada como dádiva. Quando recebeu esta nova incumbência do rei Euristeu, Hércules ficara perplexo, Dessa vez, não se tratava de enfrentar nenhum mostro perigoso. Mas o trabalho era ainda mais difícil, pois este animal, além de incansável, podia correr com assombrosa rapidez. Seus chifres de ouro e cascos de bronze não se desgastavam nunca, e o herói deveria capturá-la viva. Caçou-a durante um ano cruzando terras brumosas e frias, vencendo campos verdejantes e ensolarados, e atravessando grande parte da Grécia antiga. No entanto, somente de vez em quando conseguia avistar o animal, e de longe. Assim que começava a perseguí-la, a Corça escapava a toda velocidade. Todavia, Hércules não desistia nunca, e continuava sua perseguição na neve, nos bosques de bétulas e por grandes descampados. Conta a lenda que ele permaneceu no seu encalço até o país dos Hiperbóreos, que ficava nos confins do mundo até então conhecido. Quando ele atravessava um rio na Arcádia, ele conseguiu finalmente alcançar o animal e prendeu-o em uma rede, sem machucá-lo. No retorno a Micenas, encontrou-se com Diana e Apolo, e percebeu que os deuses estavam irados com a captura da Corça. Hércules mostrou-lhes que o animal estava vivo e bem, e argumentou que tinha agido por ordem de Euristeu, apaziguando a ira dos deuses irmãos".


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Apenas para situar: Hércules, enfeitiçado por sua madastra Hera, assassinou sua mulher e filhos. Punindo-se intensamente, recebeu, do rei de Micenas, Euristeu, a proposta de expiação por seu delito, mediante a realização de doze trabalhos. Já falei, aqui no blog, de um deles: Hércules e o titã Atlas.


Hoje, por conveniência de minha realidade, posto sobre a Corça dos pés de bronze, outra de suas heroicas conquistas. Durante a semana explico o porquê.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PLANTÃO GLOBO

Atenção! Continuem tentando fazer o ditado. Semana que vem postarei as respostas! Quero todo mundo participando! E hoje... um plantão Globo pouco convencional...


BOM FINAL DE SEMANA! Antecipem suas compras de Natal! Não deixem o trânsito da cidade um inferno faltando dois dias! HOHOHOHOH. Gato gordo e suas dicas indispensáveis.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DITADO

Avançando no curso de português do CETEC/Porto Alegre, vejo como eu achava que sabia demais. Doce erro. Existem tantas regras e exceções na gramática que fazem fundir meus neurônios de vez em quando. Pensei piamente que meu maior problema no blog seria este, mas vi que as adversidades linguísticas podem não parar por aí. Hoje o professor Andresan, um ótimo mestre, diga-se de passagem, ditou algumas palavras para que testássemos nossos conhecimentos. Lembra-se da quinta série? Bem, o mesmo teste que foi atribuído a mim, compartilharei com meus leitores. Postarei, abaixo, algumas palavras com algumas possíveis grafias, corretas e incorretas.

Desafio meus seguidores a, sem olhar no Google, responder meu ditado! NÃO VALE TRAPAÇEAR! Postem suas respostas nos comentários.

1) Friorento ou friolento?

2) Resvalar ou resbalar?

3) Ciclano, Cicrano, Sicrano ou Siclano?

4) Exitação, Ezitação ou Hesitação?

5) Assensorista ou ascensorista?

6) Pretensioso ou pretencioso?

7) Mussarela ou Muçarela?

MAKE YOUR CHOICE!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII