terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EU, EU MESMO E MINHA VAGABUNDA

Desde sábado, desci um degrau na escala financeira me tornando um rapaz latino americano pobre. Literalmente pobre. Comprei um carro. Os anos de doação de esperma valeram a pena. Meus filhos ilegítimos pela cidade me deram quatro rodas. Mentira, não doei nada. A última boa ação que fiz foi aceitar o troco em bala ao comprar um cd falsificado. Sim, os graduados em Direito também burlam a lei.


Já era hora. Não sei, mas com o carro sinto estar mais bonito. O espelho nunca mentiu para um descendente italiano de toscanos com um metro e noventa de altura, porém agora a situação está se amplificando, com olhadelas descaradas da mulherada. A propriedade de um acelerador evita o taxímetro correndo. É caro, não vale a pena. E sempre tem o motorista desgraçado que puxa aquela folhinha desgraçada e diz, desgraçadamente, que o valor, pelo prefixo, ficou maior. É o km mais sustentável do mundo. Um litro de gasolina vale mais que ouro.


Na verdade, não creio que tenha sido claro, acho que fui exagerado. A postagem da segunda estava, de fato, envolta em um pouco de mistério. Agora vocês podem entender claramente. A Corça, mítico e veloz animal, inspirador do bom e velho Corsa, veloz e, agora em minhas mãos, mítico carro.  Foi um momento que jamais esquecerei. Tudo partiu de um processo linear entre passar de primeira na Auto-escola e pensar (muito) a respeito de quais quatro rodas vestir.


Meus limites se foram. Ou melhor, há limites sim. No máximo Santa Catarina, pois não gosto de viajar por longas horas. A diferença entre eu e o lendário Hércules aparece um pouco sobre isso. Ele teve que caçar a Corça até os confins do mundo. Eu a persegui até tirá-la do mundo das ideias de Platão, onde também se encontrava um Ford Fiesta. E assim se sucedeu. Gosto de chamar meu carro de "minha vagabunda". Um apelido carinhoso, mas que não vai pegar. Provalmente colocarei outro. Que tal o Corsa das rodas de bronze? Ah, mas minhas rodas não são de bronze. Pensarei em algo, garanto a vocês.

Por enquanto eu, o Gato Gordo e "nossa vagabunda" dizemos:

FOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSS

Obs: Recomendo o livro citado na segunda feira. Um prato cheio para quem gosta de mitologia grega. Falando assim, parece chato, mas cada trabalho de Hércules é uma lição mascarada, uma fórmula de vida e um sentido de retidão pura! Aproveitem!

5 comentários:

Maria Quitéria/Quita disse...

Massssssssssssss...!de motora,hein?
Legal o "pretão"!E o motorista também. Combinaram muito bem...carro e dono da carro.

Gabriel disse...

heheheh, valeu, Quita!

Anônimo disse...

hehehehehehehehe
Vai passear bastante com a vagabunda por aí. Cuida apenas com os amigos do alheio que gostam de catar uma vagabunda na rua. heheheheh Todo cuidado é pouco nos dias de hoje.
Loko

Vane disse...

Olá, vim visitar seu blog e estou te seguindo. Qndo der passa no meu:
http://amostragratisrecebidas-vane.blogspot.com/

LUZ MARIA VELLOSO disse...

Gostei de tudo : do carro, da cor do carro ( adoro carro preto!)do motorista (tá bonito ,hein cara?)e principalmente dos laços,vermelho e dourado. Legal esta pequena cerimônia na entrega do carro,não?Não sei se é sempre assim,mas não deixa de ser um diferencial da Revendedora onde você comprou.
Aproveita bastante e não esqueça: "se dirigir...NÃO BEBA"!