terça-feira, 31 de janeiro de 2012

JOVENS DE VALORES

Sou um eterno crítico de minha própria geração. Para quem mantém a leitura de meu blog, este é um fato evidente. Os jovens atuais não sabem o que querem, confrontam-se com a difícil realidade e buscam, na inconsequência, encontrar as respostas que precisam para garantir uma existência vivida "intensamente". Pois lhe digo, a vida é muito mais do que isso; a vida significa ter valores.

Sábado foi um dia novo, pois conheci coisas novas. Passei uma agradável noite na casa de um amigo adventista e cercado por outros de mesma classe religiosa. Ou seja, eu era o único incrédulo (ou agnóstico, tecnicamente). Fui recepcionado com grande atenção. Não há preconceitos em se tratando de religião e as pessoas regradas são, geralmente, muito bem educadas. Os adventistas fazem tudo que fazemos normalmente, a exceção de algumas práticas que lhes parecem inadequadas e que, supostamente, os afastam de Deus. Ao mesmo amigo que me convidou, já discordei diversas vezes. Já até briguei, por exemplo, pelo fato dele não ter ido à minha formatura da faculdade, caída em uma sexta feira (dia que reservam o descanso divino). Em algumas de minhas críticas acho que tive razão; em outras, posso ter sido exagerado e desrespeitoso, mas hoje vejo as coisas de uma forma diferente. As pessoas não são iguais e confrontam-se quando o seu próprio padrão não é visto no próximo. Padrão de conduta ou caráter, pois o padrão de beleza, pelo menos na atualidade, é universal. Aquele grupo de pessoas, todos com menos de vinte e três anos - vestindo a flor da idade - se divertiam por seu jeito singular e, incessantemente, moldavam os laços de suas vidas concisas, não por leis ou codificações,  mas por pura fé. E vivem bem assim.

Parei e pensei. Apesar de minhas discordâncias; apesar de achar que tais jovens, por vezes, privam-se de coisas de suas idades, limitando o entretenimento por crenças, há algo que os move a serem "bons", no sentido mais nobre da palavra. São pessoas que não usam drogas, respeitam o próximo e oram agradecendo por tudo que têm, pelo que terão e por todos que os envolvem no momento; mesmo eu, que nunca havia visto três das pessoas que lá se encontravam. São limitados - ou ilimitados - pela religião, é verdade, mas aceitam este encargo de bom grado, desde que vivam uma vida digna e possam espalhar de forma viral os desejos bíblicos mais ancestrais.

Religião parecia coisa de velho. É bonito ver pessoas que vivem dentro de uma tranquilidade transparente, independente das circunstâncias. Mais gente deveria ter fé ou, como eu, ler e escrever muito. Ocupando a mente, os maus pensamentos nos vislumbram ao longe; bem ao longe.

Era isso por hoje!

2 comentários:

Selena Linhares disse...

Postagem muito bem colocada. Conseguiste falar com muita propriedade sobre a religião de teus amigos. Com certeza,por minha experiência e vivência,jovens que têm uma religião e digo,ser religioso não está "fora de moda",pelo contrário,está cada vêz mais em alta. As pessoas estão muito sòzinhas ,mesmo estando com muita gente em volta. É uma solidão interna,bem como tu falaste,estão carentes e se envolvendo com "coisas" que não devem, principalmente os jovens que são mais vulneráveis.
Como sempre mais uma postagem nota Dez. Parabéns!

Gabriel disse...

Muito obrigado, Selena!