terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ASSALTO

Ontem voltava da academia quando, há uns trinta metros em linha frontal da posição que ocupava, uma garota foi assaltada. Só ouvi os gritos desesperados de "pega ladrão" e observei, por instantes, o marginal hesitar frente ao escândalo, ameaçando devolver os pertences subtraídos. Logo em seguida, no entanto, disparou para garantir sua conquista corrompida. Porto Alegre testemunhou, mais uma vez, um ato de covardia.

Na hora fiquei parado, analisando a cena. Não havia entendido direito o ocorrido. Parecia uma brincadeira sem graça de crianças mal educadas. Por morar perto de uma zona escolar, já presenciei fatos parecidos: meninas gritando em tons altos para que os garotões, explodindo em energia, parassem de incomodá-las. Mas minha experiência falhou. Aquilo nunca fora uma brincadeira e sim um assalto. Admito que fiquei um pouco sem reação. O meliante era um daqueles homens desesperados e pouco estratégicos. Dei dois passos para trás ameaçando correr atrás dele, mas minha vida falou mais alto: o assaltante começou um jogo perigoso de correr entre carros, pondo em risco a vida de terceiros. Lamentei pela menina, mas não pude fazer nada. Não sei qual foi o fim do imbróglio. Vi alguns ligando para a polícia, outros correndo a fim de interceptar o marginal e só. O destino do ocorrido não dependeria mais de mim.

Entre artigos que li por aí, alguns diriam que meu ato foi de cidadania. Procurar ajudar até o limite de minha própria segurança. Se ele tivesse vindo em minha direção, eu teria tomado uma atitude diferente, sem dúvida, mas por meus impulsos. E mesmo que eu não fizesse nada, ainda assim estaria correto, pois era impossível garantir que o assaltante não possuísse uma arma escondida. Pessoas próximas a mim criticaram meu possível, mas não executado, ato de heroísmo. E com razão. Um movimento mal calculado e bye bye Gato Gordo. Ser um precavido ou um cidadão heroico? Bem, como disse, às vezes a própria cidadania exige um pouco de resguardo.


Heróis ganham a mídia de um dia; a morte ganha todos.


                                                                       ...Gatus Gordus.

5 comentários:

Anônimo disse...

Esses dias quase fui assaltado meu amigo blogueiro. Entramos eu e minha esposa no carro que estava estacionado e um casal de amigos entrou no carro deles estacionado no outro lado da rua. Entramos no carro apenas uns 5 segundos antes deles e foi o tempo de os marginais interceptarem os dois, saídos de um beco próximo. Eles não nos viram dentro do carro (vidros escuros). Quando vi a situação liguei o carro e no mesmo instante um deles se virou para mim e veio em direção ao meu vidro com uma faca em punho. Por um breve momento hesitei, mas impulsionado mais pelo medo do que pela coragem e, é claro, após verificar que o que ele portava era uma faca, arranquei o carro. Depois da arrancada comecei o businaço. Com as buzinas e os gritos da minha mulher e da nossa amiga, os marginais sairam correndo, levando apenas um relógio e a chave do carro. O carro e a bolsa da menina ficaram intactos.
by loko direto de Brasília

Gabriel disse...

Que perigo, Loko! Ainda bem que o assalto foi mal sucedido. Tem que tomar muito cuidado, as ruas são perigosas e, como você disse, esses marginais saem dos lugares a que menos esperamos. Eu não tenho poupado em relação a minha segurança e a de meu carro. Tenho sempre deixado em estacionamentos.

Abraço e se cuida por aí!

Anônimo disse...

Loko...Lokinho , tu faz jus ao nome. Será que terei que te ensinar algumas regras básicas de como se proteger contra os meliantes? espero que não. Nunca queira correr atrás dos bandidos loko e procura deixar o carro em algum lugar seguro. Abre a mão seu "pão-duro"!Tu merece segurança e tua mulher também.

Selena Linhares disse...

Infelizmente este tipo de coisa está cada vêz mais comum aqui em nosso país. Não que não exista em outros países,é claro que existe. Só que aqui é tudo feito com muita violência ,muita maldade...o próprio assalto já é uma maldade...mas eu digo a forma como é feito,com armas ,com violência,com sequestros. É uma pena.Se eu pudesse iria morar em outro lugar,com certeza!!!!

Gabriel disse...

Eu também iria, Selena! Covardia me enoja. O marginal passa um dia na prisão e é solto. Nossa justiça escolhe os piores; os menos piores ela solta de novo na sociedade.