quinta-feira, 22 de março de 2012

ARAPUCA DA SEDUÇÃO

BASEADO EM FATOS REAIS

Duas irmãs caminhavam livremente pela rua em uma determinada hora da noite. Cedo demais. Os jovens ainda não estavam completamente bêbados e o ditado: "depois da uma, qualquer uma" ainda nem havia sido ativado. Mas faltava pouco. As meninas direcionavam-se para a casa. Não haveria bebedeira hoje, apenas uma arapuca mau caráter.

Chegando a seu destino, a irmã mais velha saiu de fininho. Na sala de estar encontrava-se um garoto. Entenderam a situação? Armadilha familiar. E o pior é nem poder chamar o algoz da traição de "filho de uma certa senhora...", pois partilhavam da mesma prole. Seria injusto com a mamãezinha. A irmã mais nova não teve escolha. Decidiu sentar-se perto de visitante indesejável. No início, poucas palavras foram ditas. O nervosismo tomou conta do ar. Arriscaram-se a falar do tempo. Sério? Do tempo? A carga hormonal explodindo internamente e o casal desligado fala do estado lá fora? E o estado lá dentro, como ficaria? Assistiram a um filme chato sobre um cara que ficava grávido. Maravilha. Do limão não se espremeria a limonada se continuasse daquele jeito. O garoto optou por mudar a abordagem. Gritou para suas tropas: "avante, eorlingas". Cavalos corriam, soldados disparavam flechas, mas, voltando à realidade, o que acontecia de verdade era um braço atrevido direcionando-se ao entorno do pescoço da garota para tascar-lhe um chamego nos lábios. Ela percebeu o movimento. Que safadinho ele, não? Se bem que o pescoço é o de menos nos dias atuais. Nesse mundo liberto há muitas outras zonas de interesse. Pareceu até uma cena dos anos 50. Mas a garota precisaria repelir a invasão ou ser dominada pelos impulsos. Parou, pensou, viu parte de suas defesas serem derrotadas, mas submergiu o alvoroço de um reforço inesperado.

Com a força de um leão, uma mão foi levantada ao ar. Vacilante, não se sabia qual seria o seu derradeiro destino. Ela ficou lá, cambaleando, até repousar de formar violenta na face do garoto. Ele era o inimigo. E ela fora traída por sua irmã. A carne sofreu uma represália violenta pela estratégia mal sucedida. Dedinhos em cor rubra estavam bem delineados pela extensão que compreendia uma parte dos olhos até o centro da bochecha esquerda. Doeu bastante. Vitória! O garoto foi embora. Ela ficou com pena. No dia seguinte telefonaria para ele - ou não.

Moral da história: nenhuma. Novelizei um fato que me contaram. Não rolou! Outras oportunidades aparecerão. Nada mais a declarar. FUIIIIIIIIII

4 comentários:

Luz Velloso disse...

Irmãzinha legal,hein? Se a garota não tá afim , porque insistir,criar situações! melhor: para quê fazer esse tipo de arapuca,encurralando a irmã? Nos dias de hoje,graças a Deus,tudo é muito livre e liberado. nenhuma mulher se presta a estas coisinhas e nenhum garoto também. O importante é escolher ,é ter afinidade, é ter química...aí,vai.
Que coisa estranha!!!!!!! Mas o tabefe foi legal,valeu para "abater" a mão boba.

Anônimo disse...

Ai! esse tapa doeuuuuuuuuuuuu.......!
Devia dar outro na irmã dela também.....hehehehe

Gabriel disse...

hahahahahha

diz a lenda que foi um senhor tapa... hehehe

Maria Quitéria/ Quita disse...

Todos, gauchinhos muito "safadinhos" hein?